<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Fernando César</title>
	<atom:link href="http://fernandocesar.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://fernandocesar.com</link>
	<description>psiquiatra e escritor - não bailarino, nem pastor</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Feb 2012 04:25:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>O METROSSEXUAL X O RETROSSEXUAL</title>
		<link>http://fernandocesar.com/metrossexual-retrossexual/</link>
		<comments>http://fernandocesar.com/metrossexual-retrossexual/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 04:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[ensaios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandocesar.com/?p=105</guid>
		<description><![CDATA[A revista Alfa de fevereiro de 2012 (com Bill Gates na capa) traz uma reportagem intitulada &#8220;A volta do macho&#8221;, onde se afirma que o movimento retrossexual está na moda. O que é o retrossexual? Em tese, o oposto do metrossexual. Mas o que é metrossexual? É aquele ser nascido do sexo masculino excessivamente vaidoso <a href='http://fernandocesar.com/metrossexual-retrossexual/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">A revista Alfa de fevereiro de 2012 (com Bill Gates na capa) traz uma reportagem intitulada &#8220;A volta do macho&#8221;, onde se afirma que o movimento retrossexual está na moda.</p>
<p>O que é o retrossexual? Em tese, o oposto do metrossexual. Mas o que é metrossexual? É aquele ser nascido do sexo masculino excessivamente vaidoso e que tem comportamentos que, até há pouco tempo, era reservado às mulheres, como fazer sobrancelhas e unhas, depilar-se, passar cremes para a pele etc.</p>
<p>Há muitos metrossexuais que afirmam que não são homossexuais. &#8220;Apenas gosto de me cuidar, de estar bem comigo mesmo&#8221;, dizem.</p>
<p>O retrossexual é o homem antigo. É desleixado e seu símbolo atual, segundo a revista, é uma barba mal-feita.</p>
<p>O modelo Tony Ward, hoje com 48 anos, é citado como um homem &#8220;sujo&#8221; e, portanto, um bom exemplo de retrossexual &#8211; em oposição ao metrossexual mais conhecido, o jogador de futebol David Beckham. </p>
<p>Cita ainda a Alfa grifes que trazem roupas com &#8220;golas e punhos batidos&#8221;, roupas &#8220;sem tecidos frágeis&#8221;, com furos.</p>
<p>O curioso, e contraditório, é justamente o fato de o retrossexual estar em evidência. </p>
<p>A melhor frase da reportagem é: &#8220;Tony Ward é um sujeito que se cuida &#8211; e, ao mesmo tempo, não liga pra isso.&#8221; Ora, se não liga, por que se cuida? Se se cuida, como se pode dizer que não liga? </p>
<p>Como se cuida, se tem barba grande e é sujo e largado? Ah, sim: o retrossexual de revista é aquele que é assim intencionalmente&#8230; </p>
<p>Conscientemente desleixado. </p>
<p>Retro: do latim para trás. </p>
<p>Em resumo: o retrossexual é o mesmo lado da moeda do metrossexual&#8230;</p>
<p>*</p>
<p>Mea culpa: sim, ler Alfa (e eu a assino) ou qualquer outra revista masculina é um sintoma justamente de falta de masculinidade.
</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fernandocesar.com/metrossexual-retrossexual/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>COMENTÁRIOS PARA FOTOS</title>
		<link>http://fernandocesar.com/comentarios-para-fotos/</link>
		<comments>http://fernandocesar.com/comentarios-para-fotos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 02:02:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[nada digno de nota]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandocesar.com/?p=98</guid>
		<description><![CDATA[Você começa a digitar algo no Google e ele já vem com algumas sugestões, tentando adivinhar seu pensamento. Eu pesquisava algo sobre comentários em blogs e ele me veio com isto: Comentários em fotos, comentários em fotos de amigas! Imaginei a situação&#8230; Uma amiga coloca uma foto no Facebook, no Orkut &#8211; preciso comentar algo! <a href='http://fernandocesar.com/comentarios-para-fotos/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">Você começa a digitar algo no Google e ele já vem com algumas sugestões, tentando adivinhar seu pensamento.</p>
<p>Eu pesquisava algo sobre comentários em blogs e ele me veio com isto: </p>
<p><img src="http://fernandocesar.com/wp-content/uploads/2012/02/comentários-para-fotos.jpg" alt="comentários para fotos" title="comentários para fotos" width="330" height="136" class="aligncenter size-full wp-image-99" /></p>
<p>Comentários em fotos, comentários em fotos de amigas! </p>
<p>Imaginei a situação&#8230; Uma amiga coloca uma foto no Facebook, no Orkut &#8211; preciso comentar algo! Mas o quê? E agora, quem poderá me ajudar? Chapolin Colorado? Não, o Google, claro! </p>
<p>Bizarro&#8230; Às vezes leitores param em nossos blogs através de pesquisas bem estranhas, incomuns. Porém, se o Google estava sugerindo isto, é porque, neste caso, a pesquisa deve ser bem frequente. </p>
<p>Fui atrás. E descobri que nada mais, nada menos, que 74 mil pessoas pesquisam, por mês, no Google, por comentários para fotos!</p>
<p>É tão difícil, será, já que é para ser falsa, escrever: &#8220;Nossa, amiga, você está linda nesta foto!&#8221;?</p>
<p>Sem comentários&#8230;
</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fernandocesar.com/comentarios-para-fotos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O DISCURSO DO REI (FILME) &#8211; CRÍTICA</title>
		<link>http://fernandocesar.com/o-discurso-do-rei-filme-critica/</link>
		<comments>http://fernandocesar.com/o-discurso-do-rei-filme-critica/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 01:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes (resenhas)]]></category>
		<category><![CDATA[regulares / bons]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandocesar.com/?p=92</guid>
		<description><![CDATA[O Discurso do Rei: 12 indicações ao Oscar 2011; levou 4 estatuetas, das mais importantes categorias: ator (Colin Firth como o rei George VI), diretor (Tom Hooper), roteiro original (David Seidler &#8211; embora baseado em fatos reais) e melhor filme &#8211; prêmio ainda mais importante agora que o Oscar passou a ter mais de cinco <a href='http://fernandocesar.com/o-discurso-do-rei-filme-critica/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><img src="http://fernandocesar.com/wp-content/uploads/2012/02/o-discurso-do-rei.jpg" alt="O Discurso do Rei" title="O Discurso do Rei" width="216" height="300" class="alignleft size-full wp-image-95" />O Discurso do Rei: 12 indicações ao Oscar 2011; levou 4 estatuetas, das mais importantes categorias: ator (Colin Firth como o rei George VI), diretor (Tom Hooper), roteiro original (David Seidler &#8211; embora baseado em fatos reais) e melhor filme &#8211; prêmio ainda mais importante agora que o Oscar passou a ter mais de cinco indicados nesta categoria. Pena que Geoffrey Rush não tenha levado o de ator coadjuvante, pois está muito bem também, como Lionel Logue, o homem que ensina o rei, ao longo de anos de trabalho, a parar de gaguejar (este troféu ficou com Christian Bale, por O Vencedor, que não assisti). </p>
<p>Achei O Discuso do Rei um muito bom filme, mas não um filme explêndido. </p>
<p>O Oscar, sendo uma premiação anual, eventualmente cometerá injustiças. Em um ano em que haja dois filmes espetaculares, um cairá no limbo; em um ano sem nenhum assim, um será promovido um tanto indevidamente. Não um grande problema, esta segunda opção.<br />
<span id="more-92"></span><br />
O Discurso do Rei é um grande filme porque trata de um grande problema. A gagueira, a princípio. De um modo muito mais amplo, a impotência (também vi esta temática em <a href="http://fernandocesar.com/o-segredo-dos-seus-olhos-filme-critica/" title="O Segredo dos Seus Olhos" target="_blank">O Segredo dos Seus Olhos</a>, mas, não, não estou impotente &#8211; ainda). Não a sexual, a princípio, mas, de modo mais amplo, toda e qualquer situação que envolva cobranças de desempenho e o medo de falhar. </p>
<p>A gagueira, assim como a impotência, tem outros nomes, mais ridiculamente, digo, politicamente corretos. Mudar o nome da situação não a altera, entretanto. Que adianta pintar a parede mofada, se o problema é a infiltração?</p>
<p>A gagueira, reflito ao ver o filme, é infinitamnte mais dramática que a impotência sexual, pois esta é um enredo que se passa entre quatro paredes, enquanto aquela se passa em público &#8211; e desde a infância! E sem uma pílula azul mágica&#8230;</p>
<p>Assim, a gagueira poderá minar completamente a auto-estima de seu portador, trazendo inúmeros prejuízos se não tratada. </p>
<p>O Discurso do Rei é então, de certa forma, um filme educativo, pois mostra (baseado em fatos reais, e isto é importante) que é possível vencermos nossas impotências. (Que final ridículo para um resenha&#8230;)
</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fernandocesar.com/o-discurso-do-rei-filme-critica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>EDUCAÇÃO (FILME) &#8211; CRÍTICA</title>
		<link>http://fernandocesar.com/educacao-filme-critica/</link>
		<comments>http://fernandocesar.com/educacao-filme-critica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 23:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes (resenhas)]]></category>
		<category><![CDATA[regulares / bons]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandocesar.com/?p=61</guid>
		<description><![CDATA[(Atenção &#8211; contém spoiler!) Uma bela garota de 16 anos conhece um homem mais velho. Os dois são interessados em alta cultura e se interessam um no outro. Começam um caso. Ela vivia entediada na escola e com o comportamento exigido das garotas na Inglaterra dos anos 60, especialmente por seu pai. O homem veio <a href='http://fernandocesar.com/educacao-filme-critica/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><img src="http://fernandocesar.com/wp-content/uploads/2012/02/educacao-filme.jpg" alt="Educação - filme" title="Educação - filme" width="202" height="300" class="alignleft size-full wp-image-63" />(Atenção &#8211; contém spoiler!)</p>
<p>Uma bela garota de 16 anos conhece um homem mais velho. Os dois são interessados em alta cultura e se interessam um no outro. Começam um caso. </p>
<p>Ela vivia entediada na escola e com o comportamento exigido das garotas na Inglaterra dos anos 60, especialmente por seu pai. O homem veio para resgatá-la deste marasmo. O primeiro problema surge quando ela descobre que a boa vida que ele apresenta a ela é financiada por golpes que ele aplica. </p>
<p>Porém, ela supera o choque, conseguindo ver a graça disto. Suas professoras, entretanto, prevêem que ela se arruinará com este homem. Ela sai da escola, abandonando a chance de ir para a faculdade, quando ele a pede em casamento.<br />
<span id="more-61"></span><br />
As professoras estavam certas: a garota descobre que ele é casado. Ele diz que pode se separar, mas acaba fugindo. </p>
<p>O roteiro de Educação foi escrito por Nick Hornby, autor de livros como Alta Fidelidade, que deu em excelente filme. Porém, Educação não é bem um filme de Hornby, pois o roteiro foi baseado em um livro autobiográfico escrito por uma jornalista. </p>
<p>Só tomei ciência desta segunda informação após ver o filme e procurar resenhas sobre ele na internet. Achando que era de Nick Hornby eu iria dizer que:</p>
<p>(1) Tenho achado que suas obras falam sempre sobre o envelhecer, em diversas fases da vida. Alta Fidelidade versava sobre amadurecer sentimentalmente. Vi a temática do envelhecimento também em seu livro Juliet, Nua e Crua. E novamente em Educação. Talvez tenha sido o tema que tenha feito Hornby se interessar em roteirizar o livro.</p>
<p>(2) Hornby é ótimo, mas não aprendeu a se livrar dos finais felizes.</p>
<p>Os pais da garota compreendem toda a situação e se aproximam dela. A escola não a aceita de volta, mas mesmo assim ela é convocada para a universidade. Lá, arruma um namorado jovem.</p>
<p>The end.</p>
<p>Uma jornalista quis escrever suas memórias &#8211; e quem pediria para mudá-las? Nick Hornby foi fiel a elas? Ou as estragou com este final? Teria o direito de adulterá-las?</p>
<p>Não é problema um filme ter final feliz. O chato é quando o final destrói o filme. É o caso. </p>
<p>O meio do filme, que poderia ser uma bela discussão indireta sobre pedofilia e lolitismo, foi destruído pela cara de bobo chorão de Peter Sarsgaad, o homem que seduz. Que parece mais uma criança (e vítima, portanto) que um bandido. </p>
<p>O final feliz detona o filme por inteiro porque é inverossímil &#8211; mesmo que verídico! Eu terminaria o filme, até então bom, na cena em que a jovem interpretada por Carey Mulligan tenta voltar à escola e diz à diretora:<br />
- A senhora pensa que sou uma mulher arruinada.<br />
A diretora responde:<br />
- Você ainda não é uma mulher.</p>
<p>Touché!</p>
<p>Um pouco antes desta cena, foi dito: &#8220;Não existem atalhos.&#8221; Era exatamente o que eu pensava alguns segundos antes. A sensação de perda que a garota tem quando tudo desmorona é a mesma reviravolta no estômago que ocasionalmente temos quando nos sentimos na crista da onda e a onda subitamente, inesperadamente, quebra.</p>
<p>Mas quem precisa de atalhos quando se tem um final feliz à espera, em um filme, digamos, deseducativo?</p>
<p>*</p>
<p>PS: salvam-se, ainda, um curto diálogo e um frase, no filme. O diálogo:<br />
- Os judeus mataram nosso Deus.<br />
- O Deus que os judeus mataram era judeu.</p>
<p>A frase:<br />
- Me sinto velha, mas não muito sábia.</p>
<p>Claro, salva-se também a beleza de Carey Mulligan, que tinha bem mais de 16 anos ao fazer o papel, e entra para a seleta galeria das falsas ninfetas do cinema.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fernandocesar.com/educacao-filme-critica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O QUE ACONTECEU NA TERRA? (LIVRO) &#8211; CHRISTOPHER LLOYD &#8211; RESENHA</title>
		<link>http://fernandocesar.com/o-que-aconteceu-na-terra-livro-christopher-lloyd-resenha/</link>
		<comments>http://fernandocesar.com/o-que-aconteceu-na-terra-livro-christopher-lloyd-resenha/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 01:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros (resenhas)]]></category>
		<category><![CDATA[recomendados]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandocesar.com/?p=51</guid>
		<description><![CDATA[O título do livro é estranho: O Que Aconteceu na Terra? &#8211; mas a escolha é compreensível: possivelmente o editor da obra quis diferenciá-la de outras de conteúdo semelhante, invariavelmente intituladas História do Mundo, História do Universo etc. A capa também não ajuda: infantilóide, não condiz com um livro de quase 400 páginas, em letras <a href='http://fernandocesar.com/o-que-aconteceu-na-terra-livro-christopher-lloyd-resenha/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><img src="http://fernandocesar.com/wp-content/uploads/2012/01/o-que-aconteceu-na-terra.jpg" alt="O que aconteceu na Terra?" title="O que aconteceu na Terra?" width="234" height="300" class="alignleft size-full wp-image-52" />O título do livro é estranho: O Que Aconteceu na Terra? &#8211; mas a escolha é compreensível: possivelmente o editor da obra quis diferenciá-la de outras de conteúdo semelhante, invariavelmente intituladas História do Mundo, História do Universo etc. </p>
<p>A capa também não ajuda: infantilóide, não condiz com um livro de quase 400 páginas, em letras pequenas, com não muitas ilustrações. Não é um livro infantil ou juvenil. É um livro para adultos que desejam entender o mundo. E quando se diz, aqui, mundo, não estamos falando dos dias de hoje, dos conflitos no Oriente Médio&#8230; Ou não apenas isto. Muito além disto. O subtítulo do livro de Christopher Lloyd anuncia: A História do Planeta, da Vida &#038; das Civilizações, do Big Bang Até Hoje. </p>
<p>De fato, o humano só entrará nesta história por volta da página 100.<br />
<span id="more-51"></span><br />
Não farei um resumo do livro aqui. É impossível. Apenas o recomendarei. É um livro para se ter. E para se ler não apenas uma vez, mas quantas necessárias forem para que seu conteúdo seja apreendido. A informação é caudalosa, mas não maçante, pois a escrita de Christopher Lloyd é leve (às vezes com um discreto toque de humor) e, fato aplaudível, a tradução feita pela editora Intrínseca está muito boa.</p>
<p>Contudo, é um desperdício apenas ler e tentar absorver passivamente o conteúdo de O Que Aconteceu na Terra?, pois é um livro que pode ser também tomado como um ponto inicial de indagações filosóficas profundas. Uma que pode ser despertada pelo primeiro terço do livro: se o Universo é tão vasto e surgimos há tão pouquíssimo tempo na História do Mundo, qual a nossa real importância, se somos menos que um grão de poeira nesta História?</p>
<p>O Que Aconteceu na Terra?, portanto, é mais que um livro comum de História &#8211; é uma obra quase fundamental. Atualizado, sem se furtar a polêmicas, é um alicerce para quem deseja começar a entender seu real papel neste mundo.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fernandocesar.com/o-que-aconteceu-na-terra-livro-christopher-lloyd-resenha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O DIABO NO BANCO DOS RÉUS (FILME) &#8211; CRÍTICA</title>
		<link>http://fernandocesar.com/o-diabo-no-banco-dos-reus-filme-critica/</link>
		<comments>http://fernandocesar.com/o-diabo-no-banco-dos-reus-filme-critica/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 23:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes (resenhas)]]></category>
		<category><![CDATA[lixo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandocesar.com/?p=34</guid>
		<description><![CDATA[No mesmo dia que assisti o sensacional O Segredo dos Seus Olhos vi também O Diabo no Banco dos Réus. O aluguei porque o argumento era ótimo: alguém resolve processar o Diabo por conta de todos os males do mundo e o Diabo aparece no tribunal para se defender! Uma ótima idéia, mas uma péssima <a href='http://fernandocesar.com/o-diabo-no-banco-dos-reus-filme-critica/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><img src="http://fernandocesar.com/wp-content/uploads/2011/12/o-diabo-no-banco-dos-reus.jpg" alt="O Diabo no banco dos réus" title="O Diabo no banco dos réus" width="210" height="300" class="alignleft size-full wp-image-35" />No mesmo dia que assisti o sensacional O Segredo dos Seus Olhos vi também O Diabo no Banco dos Réus.</p>
<p>O aluguei porque o argumento era ótimo: alguém resolve processar o Diabo por conta de todos os males do mundo e o Diabo aparece no tribunal para se defender! </p>
<p>Uma ótima idéia, mas uma péssima execução. Um péssimo filme de tribunal, um péssimo filme filosófico, uma péssima comédia (é uma comédia?). Péssimas atuações. </p>
<p>Diz o sábio conselho: se o livro não está te agradando e você não é obrigado a lê-lo, simplesmente feche-o. Eu faria isto com este filme antes de sua metade: retirá-lo do aparelho de DVD. Porém, é apenas um filme, e não um grosso livro: restava apenas uma hora.<br />
<span id="more-34"></span><br />
Mas por que perder uma hora da minha vida com um filme péssimo? Masoquismo? Não. Se a idéia inicial do filme é ótima, talvez valesse a pena ver sua conclusão. </p>
<p>Após pensar isto, veio a seguinte cena: aplausos onde não o discurso aplaudido não tinha o menor vigor &#8211; como as risadas em progradas de humor sem-graça.</p>
<p>Na <a href="http://fernandocesar.com/o-segredo-dos-seus-olhos-filme-critica/" title="O SEGREDO DOS SEUS OLHOS" target="_blank">resenha de O Segredo dos Seus Olhos</a> eu defendi que mais da metade de um bom filme se faz com um bom roteiro. O Diabo nos Bancos dos Réus é um filme didático, se comparado com O Segredo dos Seus Olhos: deveriam ser exibidos em sequência em aulas de Cinema, pois com eles aprendemos amargamente a diferença entre roteiro e argumento, respectivamente. Não basta ter uma boa ideia, é preciso desenvolvê-la até o fim.</p>
<p>Qual o final de O Diabo no Banco dos Réus? Não sei (alguém me conta?). Após tal cena, não consegui mais&#8230; Um dos raríssimos filmes que não consegui ver até o final. Numa escala de zero a cinco, daria-lhe menos um. </p>
<p>É claro que algumas pessoas gostarão do filme. Umas, possivelmente, até demais. </p>
<p>O difícil é acreditarmos que estas pessoas não têm um péssimo gosto. Que &#8220;gosto é gosto e não se discute&#8221;.</p>
<p>Não há filme que não tenha um elogio na capa, uma frase extraída de uma crítica de jornal. Exceção: O Magnata, feito por Chorão, da banda Charlie Brown Jr., &#8220;estrelado&#8221; por Paulo Vilhena, que tinha algo assim na capa &#8220;O filme do Chorão (Folha de São Paulo)&#8221;. Ri ao ler isto quando manuseei a capa deste filme, na locadora. Se isto foi o melhor que conseguiram achar na resenha do jornal, eis um filme que não vale mesmo a pena ser visto. </p>
<p>O Diabo no Banco dos Réus, tem, em sua capa (a qual só reproduzi aqui para que, conselho meu, nunca aluguem este filme): &#8220;Lindamente executado. Não é de surpreender que o diretor esteja ganhando prêmios. Excelente.&#8221;</p>
<p>É, gosto não se discute &#8211; se lamenta. Ou, vai ver, a hora final do filme era sensacional e eu a perdi. Mas não quero pagar para ver (alguém me conta?).</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fernandocesar.com/o-diabo-no-banco-dos-reus-filme-critica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>15</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O SEGREDO DOS SEUS OLHOS (FILME) &#8211; CRÍTICA</title>
		<link>http://fernandocesar.com/o-segredo-dos-seus-olhos-filme-critica/</link>
		<comments>http://fernandocesar.com/o-segredo-dos-seus-olhos-filme-critica/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 22:52:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[excelentes]]></category>
		<category><![CDATA[filmes (resenhas)]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandocesar.com/?p=28</guid>
		<description><![CDATA[Outro filme que vi há poucos dias foi O Segredo dos Seus Olhos, obra lançada no longínquo 2009. Filme que, por ser argentino e por eu gostar do cinema deste país, já desejava ver desde que foi lançado. Porém, como não sou rato de cinema e na locadora da qual sou sócio é mais fácil <a href='http://fernandocesar.com/o-segredo-dos-seus-olhos-filme-critica/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><img src="http://fernandocesar.com/wp-content/uploads/2011/12/o-segredo-dos-seus-olhos-filme.jpg" alt="O segredo dos seus olhos" title="O segredo dos seus olhos" width="213" height="300" class="alignleft size-full wp-image-29" />Outro filme que vi há poucos dias foi O Segredo dos Seus Olhos, obra lançada no longínquo 2009. Filme que, por ser argentino e por eu gostar do cinema deste país, já desejava ver desde que foi lançado. Porém, como não sou rato de cinema e na locadora da qual sou sócio é mais fácil encontrar Jesus que um filme em lançamento, acabo sempre assistindo a qualquer filme depois que todo o mundo já o assistiu. </p>
<p>Não me incomodo com isto, pois raramente sinto a urgência em ver ou ler uma obra que acaba de ser lançada: o que mudará nela se eu consumi-la um ano depois? Sempre há bons filmes lançados há um ano ou mais que ainda não vi. E, se não posso conversar em uma mesa de bar sobre o que está nos cinemas, o distanciamento traz vantagens: já tenho à minha disposição inúmeras críticas, formais e informais, que me ajudam a selecionar o que vejo (melhor ver um ganhador do Oscar que um que nem foi indicado ao prêmio, por exemplo) e às quais posso comparar minha visão. Por fim, mesmo vendo o filme pela primeira vez, sei que que minha opinião sobre ele será menos polarizada, menos emocional, do que a dos que o vêem quando ele ainda é objeto de discussões apaixonadas.<br />
<span id="more-28"></span><br />
O Segredo dos Seus Olhos foi dirigido por Juan José Campanella, de quem eu já havia visto O Clube da Lua e O Filho da Noiva, filmes bons, com Ricardo Darín no papel principal. O mesmo Ricardo Darín que estrela O Segredo dos Seus Olhos. Esta dupla é sensacional. Se não vemos diretamente Campanella, vemos o que ele consegue extrair de Darín, que faz qualquer personagem parecer gente. </p>
<p>Mas aqui a dupla se superou e O Segredo dos Seus Olhos levou o Oscar de melhor filme estrangeiro, o segundo conquistado pela Argentina (o primeiro foi por A História Oficial, de 1985) &#8211; prêmio que o Brasil parece longe de conquistar, enquanto o público insistir em ver apenas as bobagens levadas às telas pela Globo e seus atores manjados. </p>
<p>A cena mais expressiva, o clímax do filme, entretanto, Ricardo Darín divide com Pablo Rago e Javier Godino. Os três atores não dizem quase nada, nesta cena. Completamente desnecessário. Os olhares que trocam fala muito mais, falam o inexprimível. Ao final do filme, tive de voltar até esta cena e a ver novamente. Que interpretação! Os três mereciam um pedacinho de Oscar de melhor ator por ela&#8230;</p>
<p>Já vi vários filmes argentinos e é muito comum que não tenham final. Isto é, acabam em uma cena qualquer, como se dissessem: filmes tolos é que têm uma conclusão, pois a vida continua. Esperava isto de O Segredo dos Seus Olhos. Muitas pessoas odeiam isto. Eu apenas aceito. Mas este filme tem final. Um dos motivos para que tenha sido tão bem recebido pelo público mundial. </p>
<p>Mas não basta ter uma conclusão lógica para arrastar multidões ao cinema &#8211; para isto, é necessário que o enredo, o roteiro, mais que lógico, seja mágico. E maior a magia quanto menos ela tem de apelar para o impossível. A história que se passa em O Segredo dos Seus Olhos é extraordinária, mas plausível. </p>
<p>O que nos leva a uma triste conclusão: poucos profissionais são tão injustamente esquecidos quanto os roteiristas. O diretor é essencial. Os atores também. Mas sem um bom roteiro eles não são nada. É possível transformar um ótimo roteiro em um péssimo filme, mas o contrário é praticamente impossível. Todos se lembrarão de Darín, alguns se lembrarão de Campanella&#8230; Mas quem escreveu o filme?</p>
<p>Por coincidência, foi Juan José Campanella. Mas não sozinho, e sim com Eduardo Sacheri. Que escreveu o livro A Pergunta dos Seus Olhos, no qual o filme foi baseado. Minhas palmas vão inicialmente para Eduardo Sacheri, portanto. </p>
<p>Aplaudamos os bons roteiristas, falemos deles. Sem eles, o que nos restaria seria apenas as bobagens caça-níqueis e descartáveis de Hollywood. (Outro filme que deve quase tudo ao roteirista e que vi há poucos dias é A Vida de David Gale. Surpreendente até o último segundo, literalmente &#8211; piscou, perdeu o final. Recomendadíssimo.) </p>
<p>Por que guardamos (colecionamos) filmes que sabemos que não veremos novamente? O Segredo dos Seus Olhos é um dos poucos filmes que sei que verei mais uma vez. Por conta daquela cena. </p>
<p>Palmas para Sacheri, Campanella, Darín, Rago e Godino. E até para o maquiador que fez a careca do personagem de Pablo Rago. Talvez aquela careca seja o mais importante da cena. Talvez o segredo do filme não sejam os olhos. É ela que afirma que o tempo se vai, mas o homem não muda. </p>
<p>&#8220;Não se pode trocar de paixão.&#8221;, é dito a certa altura.</p>
<p>É, talvez, um filme sobre a impotência. E a quase impossível batalha contra esta. </p>
<p>E sobre a amizade, isto é, o amor.</p>
<p>E sobre traição. </p>
<p>Chega&#8230; &#8220;Não fique pensando mais. Vai ter mil passados e nenhum futuro.&#8221; Assista!</p>
<p>*</p>
<p>PS: a crítica do filme <a href="http://fernandocesar.com/o-diabo-no-banco-dos-reus-filme-critica/" title="O Diabo no Banco dos Réus (filme) - crítica" target="_blank">O Diabo no Banco dos Réus</a>, uma péssima obra, ajuda a entender ainda mais a importância de um bom roteiro.
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fernandocesar.com/o-segredo-dos-seus-olhos-filme-critica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>3096 DIAS (LIVRO) &#8211; NATASCHA KAMPUSCH &#8211; RESENHA</title>
		<link>http://fernandocesar.com/3096-dias-livro-natascha-kampusch-resenha/</link>
		<comments>http://fernandocesar.com/3096-dias-livro-natascha-kampusch-resenha/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 21:34:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros (resenhas)]]></category>
		<category><![CDATA[recomendados]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandocesar.com/?p=72</guid>
		<description><![CDATA[Um dia antes de ver A Árvore da Vida eu havia lido o não-ficção 3096 Dias, de Natascha Kampusch, que foi sequestada aos 10 anos por um psicopata e apenas aos 18 conseguiu fugir do cativeiro. Meu Natal foi produtivo&#8230; O que acho interessante quando consumo algumas obras significativas em sequência é que comumente uma <a href='http://fernandocesar.com/3096-dias-livro-natascha-kampusch-resenha/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><img src="http://fernandocesar.com/wp-content/uploads/2011/12/3096-dias-natascha-kampusch.jpg" alt="3096 Dias - Natascha Kampusch" title="3096 Dias - Natascha Kampusch" width="211" height="300" class="alignleft size-full wp-image-24" />Um dia antes de ver A Árvore da Vida eu havia lido o não-ficção 3096 Dias, de Natascha Kampusch, que foi sequestada aos 10 anos por um psicopata e apenas aos 18 conseguiu fugir do cativeiro. Meu Natal foi produtivo&#8230;</p>
<p>O que acho interessante quando consumo algumas obras significativas em sequência é que comumente uma influencia a interpretação da outra. Leituras diferentes que não aconteceriam se as obras tivessem sido vistas com um bom intervalo de tempo a separá-las.</p>
<p>3096 Dias é sobre viver em cativeiro. E sobre a quase inevitável empatia que o sequestrado desenvolve pelo sequestrador. Mas o ótimo livro de Natascha Kampusch é mais que isto. Escrito quatro anos após sua fuga (na verdade, creio mais que ela contou sua história para alguém que realmente redigiu o livro), ela também narra a dolorosa percepção que, mesmo livre, ainda estava presa. Pelo excesso de zelo, de alguns, que queriam até que mudasse de nome e se escondesse! Pelos que queriam ver nela agora apenas uma coitadinha, quando o que ela mais desejava seria poder se impor como uma pessoa consciente e ajustada. A liberdade se mostrou apenas um cativeiro maior, para Natascha Kampusch, do que o cubículo onde dormia quando estava sequestrada. Um cativeiro do qual só agora ela começou a se libertar.<br />
<span id="more-72"></span><br />
E o que têm 3096 e <a href="http://fernandocesar.com/a-arvore-da-vida-filme-critica/" title="A Árvore da Vida - crítica" target="_blank">A Árvore da Vida</a> (leia a crítica) em comum? Jack, o personagem vivido por Hunter McCracken em A Árvore da Vida, também vive em um cativeiro. Quando adolescente, ele diz a seu pai, em um dos mais emocionantes momentos do filme: &#8220;Pode me mandar embora se quiser, a casa é sua.&#8221; Jack está preso na casa do pai, porque é apenas um garoto e não tem outra opção, a não ser fugir de casa, o que não seria uma solução. A sua sobrevivência depende, como a de Natascha Kampusch, também de obter alguma compaixão do dono do cativeiro, quanto, emocionalmente, de conseguir sentir alguma empatia por ele.</p>
<p>Jack também fugirá do cativeiro. Veremos ele adulto, agora interpretado por Sean Penn, como um empresário bem sucedido. Mas que também descobre que a prisão é bem maior que a casa dos pais e que a liberdade tem de vir necessariamente é de dentro.
</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fernandocesar.com/3096-dias-livro-natascha-kampusch-resenha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A ÁRVORE DA VIDA (FILME) &#8211; CRÍTICA</title>
		<link>http://fernandocesar.com/a-arvore-da-vida-filme-critica/</link>
		<comments>http://fernandocesar.com/a-arvore-da-vida-filme-critica/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 21:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[filmes (resenhas)]]></category>
		<category><![CDATA[regulares / bons]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandocesar.com/?p=15</guid>
		<description><![CDATA[Assisti a A Árvore da Vida, lançado há alguns meses, apenas agora, no Natal. Havia lido algumas críticas sobre o filme, dirigido por Terrence Malick e com Brad Pitt supostamente no papel principal, críticas que me fizeram pensar que a obra seria daquelas que despertam ou amor ou ódio. Fala-se muito, nestas resenhas, das supostamente <a href='http://fernandocesar.com/a-arvore-da-vida-filme-critica/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><img src="http://fernandocesar.com/wp-content/uploads/2011/12/a-arvore-da-vida-filme.jpg" alt="A Árvore da Vida (filme)" title="A Árvore da Vida (filme)" width="206" height="300" class="alignleft size-full wp-image-23" />Assisti a A Árvore da Vida, lançado há alguns meses, apenas agora, no Natal.</p>
<p>Havia lido algumas críticas sobre o filme, dirigido por Terrence Malick e com Brad Pitt supostamente no papel principal, críticas que me fizeram pensar que a obra seria daquelas que despertam ou amor ou ódio.</p>
<p>Fala-se muito, nestas resenhas, das supostamente longas cenas que mostram o universo em expansão, planetas nascendo, vulcões em erupção, dinossauros&#8230; Dinossauros! Dinossauros!</p>
<p>Com certa expectativa, então, apertei o play. Achei que iria amar o filme, afinal, não sou o fã número 1 do cinema convencional. </p>
<p>Não amei A Árvore da Vida. Mas também não odiei. Gostei, apenas. (Mesmo assim, ainda acho interessante a ideia de começar meu blog falando de um filme polêmico.) É bom. Daria-lhe umas três ou quatro estrelas em um máximo de cinco.<br />
<span id="more-15"></span><br />
É fácil entender por que o público mediano lhe daria zero ou cinco (mais provavelmente, zero). Alguns comentários que li em um site de resenhas: &#8220;Filme monótono, confuso.&#8221;, &#8220;Com certeza o PIOR filme que já assisti!&#8221;, &#8220;Não entendi nada!&#8221;. O filme realmente destoa do comum e muitas pessoas devem ter saído da sala de cinema antes de uma hora de exibição.</p>
<p>Porém, é difícil entender o burburinho criado pelos críticos, já que a película destoa muito pouco do comum. Mas e os planetas, os dinossauros? Dinossauros! Estão lá tais cenas, mas não são tão longas assim. Depois de uma meia hora, a história principal começa a engatar e praticamente não vemos mais vulcões em erupção. E então a obra vira um filme comum. Também não entendi, portanto, os poucos que o amaram incondicionalmente (Zeca Camargo, em seu blog, um dos meus preferidos, disse que <a href="http://g1.globo.com/platb/zecacamargo/2011/08/22/o-comico-e-o-cosmico/" target="_blank" rel="noindex,nofollow">chorou quatro vezes</a> durante o filme) &#8211; estranhamente, mesmo dando nota quatro ao filme, compreendo mais os que o odiaram. Achei a obra um bom filme quase comum.</p>
<p>Cujo enredo gira, a meu ver (porque tantos quiseram discutir o sentido do filme, como se existisse algo em alguma obra além do que é dito), em torno de um adolescente começando a perceber e ter que lidar com as contradições da vida. Seu pai é interpretado por Brad Pitt, mas o papel principal, verdade seja dita, é o do adolescente &#8211; cujo ator, Hunter McCracken, nem mesmo tem o nome na capa do filme. Quem o tem é Sean Penn, que vive o garoto nos dias atuais e, em crise de meia-idade, relembra aquela infância supostamente tumultuada.</p>
<p>Porém, os conflitos do adolescente são mais do que comuns. A mãe é amorosa e paciente. O pai também é amoroso, mas é rígido. Onde está o verdadeiro drama? Mais dentro da cabeça do garoto do que no ambiente que o circunda. Até porque naquele passado os pais eram mesmo muito mais durões do que os de hoje.</p>
<p>O que salva o filme da mesmice, portanto, é justamente sua poesia, dada pela leveza etérea da mãe do adolescente (vivida por Jéssica Chastain, que encarna A Pureza Ruiva &#8211; não deixemos ela visitar aquele país de Born Free, clipe de M.I.A onde se matam ruivos por esporte&#8230;) &#8211; e justamente pelos vulcões e dinossauros, que expandem a história, a tornam mais universal do que já é.</p>
<p>Zeca Camargo não é crítico oficial de cinema. E é muito sensível &#8211; característica essencial para tornar perfeito o antepenúltimo parágrafo de sua resenha (leiam!). Mas tanta sensibilidade vinda de críticos profissionais, não entendi. Ver filmes demais não deveria torná-los imunes a isto? Terrence Malick foi ousado, mas não é isto que se espera de cineastas? Ou o choque é justamente porque a coragem anda meio sumida das telas? Devemos dar cinco ou seis estrelas a um filme apenas porque quase tudo que se anda fazendo merece apenas uma ou duas?</p>
<p>Ressalva: admito que, ao rever o filme, eu possa rever esta crítica. É o tipo de filme que, sei, permite isto. Mais meia estrela a ele, por isto. Um dia, daqui a muito tempo, o reverei.</p>
<p>*</p>
<p>PS: de certa forma, a <a href="http://fernandocesar.com/3096-dias-livro-natascha-kampusch-resenha/" title="3096 Dias - Natascha Kampusch (livro) - resenha">resenha do livro 3096 Dias, de Natascha Kampusch</a>, complementa esta crítica de A Árvore da Vida.
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fernandocesar.com/a-arvore-da-vida-filme-critica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MEU DOMÍNIO</title>
		<link>http://fernandocesar.com/meu-dominio/</link>
		<comments>http://fernandocesar.com/meu-dominio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 23:09:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[nada digno de nota]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandocesar.com/?p=6</guid>
		<description><![CDATA[Era uma situação vergonhosa. Eu, que já criei tantos blogs e sites, não tinha um domínio com meu nome. Porque, quando fui atrás, já tinham donos. O fernandocesar.com.br pertencia a um bailarino. O fernandocesar.com, a um pastor. Ou seja, além de não conseguir registrar meu nome, ainda o tinha ocupado por duas pessoas com profissões <a href='http://fernandocesar.com/meu-dominio/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">Era uma situação vergonhosa. </p>
<p>Eu, que já criei tantos blogs e sites, não tinha um domínio com meu nome. Porque, quando fui atrás, já tinham donos. O fernandocesar.com.br pertencia a um bailarino. O fernandocesar.com, a um pastor. Ou seja, além de não conseguir registrar meu nome, ainda o tinha ocupado por duas pessoas com profissões completamente diferentes da minha. Sou psiquiatra e escritor. </p>
<p>Há poucos dias resolvi &#8220;dar mais uma espiadinha&#8221; (como diria o Pedro Bial&#8230;) nestes domínios, ver se por um milagre o dono de algum deles o havia abandonado, e&#8230; surpresa! O fernandocesar.com estava fora do ar e disponível para compra.</p>
<p>Opa!</p>
<p>E agora? &#8220;O que faço com estes números?&#8221;, já perguntava Humberto Gessinger. O que faço com este domínio? </p>
<p>Pretendo utilizá-lo de duas maneiras.<br />
<span id="more-6"></span><br />
Como um blog, onde despejarei textos mais pessoais, que não caibam em nenhum de meus outros sites.</p>
<p>E como um portfólio justamente de meus outros sites e trabalhos como escritor.    </p>
<p>Mas, agora que o domínio é meu, vou sem pressa&#8230;</p>
<p>*</p>
<p>PS: &#8220;Números&#8221;, dos Engenheiros do Hawaii, em um clipe caseiro literal, no vídeo abaixo.</p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/zgGhyTczCBg" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>É uma de minhas músicas preferidas, de uma das minhas bandas preferidas. Já a escutei demais na companhia bêbada de três grandes amigos&#8230;</p>
<p>Por falar em músicas, qualquer dia farei um post com minhas top 100. Mas isto é para outra ocasião&#8230;
</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fernandocesar.com/meu-dominio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

